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Unilever vai montar fábrica em Aguaí

Por Bell Pereira ( ultima atualização às 18h26)

Foto  do google com arte de David Mangueira enviada por Flávio Perina para publicação.

Vista aérea da Unilever em Vinhedo onde são fabricados desodorantes, hidratantes e condicionadores .

Aguaí foi a cidade escolhida pela Unilever para construir a sua décima fábrica no Brasil. A unidade será uma das 30 que a companhia planeja implantar no mundo nos próximos três anos.

De acordo com a Assessoria de Imprensa da empresa, a planta deve iniciar as operações em 2015. A nova fábrica integra projeto global de expansão no país e de redução do impacto ambiental até 2020.

A Unilever Brasil teve faturamento de R$ 13,6 bi em 2012, o que a mantém como a segunda operação da companhia no mundo. No país, é líder em 10 das 13 categorias em que atua.

A venda do terreno foi concretizada no dia 20 de fevereiro de 2013, em reunião na sede em São Paulo e  contou com a presença do prefeito Sebastião Biazzo, do seu sobrinho e advogado José Ricardo Biazzo Simon e do diretor de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura, José Eduardo de Paula Alonso, além de diretores da empresa.

De acordo com a Prefeitura de Aguaí, no começo do ano, José Ricardo foi contatado pelos donos do terreno e pelo corretor da venda da área, Manoel Simões, e desde o primeiro momento garantiu, juntamente com o prefeito Tião Biazzo, que tudo que fosse necessário para vinda da empresa seria feito.  Porém esta foi a continuidade do processo. As tratativas, na verdade começaram no ano anterior ( veja complemento mais abaixo).

A unidade aguaiana da Unilever ficará em um terreno de cerca de 40 alqueires ao lado do Distrito Industrial 1, que começa na SP-225 (Aguaí-Pirassununga) e vai até o rio Itupeva, na fazenda que pertencia a Dionísio Castelo, e hoje é propriedade de seus filhos, que receberam após a reunião em São Paulo o sinal da venda que será concluída ainda.

O próximo passo será uma parceria com a empresa para proporcionar treinamento e cursos técnicos  para que a população residente em Aguaí possam ocupar as vagas que serão abertas.

A notícia foi primeiro veiculada pela Folha, na coluna da Mônica Bergamo, no dia 21. Há grande expectativa na cidade em torno do que poderá acontecer com a nova unidade. Porém, de acordo com a Assessoria de Imprensa da Unilever, as informações autorizadas a serem veiculadas são as constantes da nota ( veja abaixo), não havendo ainda definição sobre o que será produzido no local.

NOTA À IMPRENSA

Seguindo sua política de transparência e respeito aos públicos envolvidos, a Unilever informa que acaba de aprovar a compra de um terreno para a instalação de uma nova fábrica no Brasil, a ser construída no município de Aguaí, no estado de São Paulo.

A planta deve iniciar operações em 2015 e é uma das 30 novas fábricas que a companhia planeja construir em todo o mundo até lá. Esta unidade fabril irá suportar o crescimento previsto pela companhia no país, visando o aumento de capacidade, aprimoramento de serviços aos nossos clientes e contínua melhoria na qualidade dos produtos. Ao mesmo tempo, a Unilever reforça seu compromisso de dobrar o tamanho dos negócios, reduzindo o impacto ambiental até 2020.

A Unilever reforça que está constantemente trabalhando para garantir o crescimento sustentável da companhia no Brasil, mantendo o nível de excelência no atendimento a clientes e consumidores pela qual é reconhecida.

Gerência de Comunicação

Unilever Brasil

Fevereiro/2013

Veja mais em http://blog.correiodeaguai.com.br/2013/02/unilever-anuncia-fabrica-em-aguai-e_770.html

ATUALIZAÇÃO FEITA ÀS 17H26

A vinda da empresa, parece que deve-se muito mais a uma negociação privada da área do que a qualquer ação política. Evidente que pesou na decisão da empresa as condições geográficas e a possibilidade de infraestrutura.  Porém, até a semana passada, nem os vendedores da terra sabiam qual era o seu propósito. Daqui para frente haverá uma ação política que já teve início com a mudança da lei e as novas ações de parceria e de infraestrutura, algumas já efetuadas, inclusive.

Sobre o assunto, veja o  que foi publicado no FALA AGUAÍ, pelo senhor José Ricardo Biazzo Simon.

” Foi noticiada ontem oficialmente pela UNILEVER que adquiriu área de terra em Aguai e que pretende instalar fábrica de seu(s) produto(s), no local, até o ano de 2.015.

Essa notícia já havia estourado na imprensa local, mas não quis me manifestar antes da notícia ser oficializada pela empresa.
Muitos boatos giraram entorno do ocorrido e muitos pretenderam atribuir a terceiros ou a si mesmo créditos pela ocorrência.
Como sou sabedor de que o conhecimento dos fatos se concentrava na figura de meu amigo Manoel Marcos Ferreira Simões, Corretor de Imóveis em Aguaí/SP, requeri a ele que, se possível, me relatasse os acontecimentos para, conjuntamente, torna-los público. Ele me atendeu prontamente e escreveu um texto relatando minúcias de todo o ocorrido.
Como no texto havia trechos que entendi fossem confidenciais, vi por bem retirar alguns deles, mas de forma que não ficasse comprometida a narração e também não houvesse comprometimento da verdade.
Depois disso submeti o texto a ele que aprovou, inclusive para publicação, com o seguinte conteúdo:

“Caro amigo (…) Jose Ricardo Biazzo Simon.

Tudo começou há muitos anos atrás, quando eu tive o primeiro contato comercial com os proprietários da terra, para a venda da propriedade rural. Várias tentativas de venda do imóvel foram frustradas (…) até que um dia, por intermédio de meu filho Lucas Massaro Simões, conheci o Sr. Adilson Sanches. Esse sitiante estava atrás de políticos e advogados capazes de regularizar documentação para comercializar agua mineral e ou vender suas terras.

Bem eu nada pude fazer pelo Sr. Adilson, então, eu o encaminhei para um amigo pessoal, que na época estava tratando de arrumar a documentação de extração de argila no sitio dele e para o Flávio Perina, pois, esse era do PT e o PT comandava o pais.

Porém, o Sr. Adilson continuou a frequentar o meu escritório de negocio e diante de ligações telefônicas que eu fazia e que recebia na presença dele, este tomou conhecimento das terras que ora vendemos para à UNILEVER. Inteligentemente começou a propor negócios e a trazer possíveis compradores para ganhar algum dinheiro comigo…

Foi assim Gordinho, que há 02 anos atrás, o Sr. Adilson começou a se relacionar comigo, apresentando alguns possíveis compradores. Os primeiros interessados apresentados não deram nada certo, até que meados do ano passado, o Sr. Adilson voltou ao meu escritório acompanhado com o Sr. Flavio Perina (amigo e politico em Aguaí/SP), apresentando para mim dois corretores de imóveis da cidade de Atibaia/SP, Srs Francisco e Matheus, propondo novamente a compra do mesmo imóvel e pedindo para eu intermediar junto aos proprietários das terras em questão.

Fizeram as propostas de trabalho e de compra, informando que trabalhavam em parceira com outra Empresa Imobiliária Multinacional na Capital. Ajustados os termos de parceira entre os presentes, na negociação pretendida, colocaram-me em contato com o representante da empresa na Capital. Nesse momento tomei conhecimento que a referida Imobiliária intermediava negócios imobiliários com empresas multinacionais e preocupado com a negociação com pessoa juridica, procurei saber de detalhes quanto a origem dos recursos disponíveis para a compra, sendo informado que a negociação seria no âmbito estritamente privado e que nenhum recurso público seria utilizado. Tomando conhecimento de alguns detalhes a mais dessa empresa imobiliária da Capital, repassei as informações aos proprietários das terras, que retornaram confirmando tratar-se de uma grande empresa e com excelente conceito no mercado imobiliário, adquirindo deles o aval para a continuidade da negociação. A partir daí, passei ao contato direto com representantes da referida Imobiliária com sede na Capital, que estiveram por várias vezes na cidade de Aguaí/SP, em visita ao meu escritório e ao local da propriedade pretendida.

Tempos depois fui chamado em São Paulo para tratar do assunto, aproveitando para fazer uma visita pessoal ao meu cliente e vendedor. Eu estava muito doente, havia escapado da morte certa, nem podia andar direito, então, levei o Flavio Perina e um amigo-parceiro de negocio e proprietário de outra Imobiliária na Região, para que me assessorassem na reunião (…). Assim, formamos uma equipe de negocio em parceira, sob a minha responsabilidade técnica profissional para dar andamento ao negocio iniciado e tratar da burocracia documental em conjunto com os Corretores Imobiliários de Atibaia (Francisco e Matheus), além da Imobiliária da Capital que era responsável pela apresentação dos compradores.

O negocio prosperou e passei a precisar de informações técnicas e oficiais sobre o imóvel e a cidade de Aguaí para instruir o processo de compra e venda em andamento. Desse momento em diante a Prefeitura Municipal de Aguai foi requisitada várias vezes em oficio dirigido à mesma, a prestar informações importantes para a concretização do negocio. Flavio Perina, integrando a equipe formada em parceira de negocio, fez contato com o Dr. Gutemberg, que feliz com a possibilidade que se apresentava para a cidade de Aguaí/SP, atendeu a todos com a maior presteza em todos os requerimentos. Porém, até então, ninguém de nós sabíamos qual seria a empresa que se instalaria em Aguaí. Somente no final do ano, após as eleições municipais, em reunião reservada entre os proprietários da terra e a Imobiliária da Capital, foi apresentado os representantes da Empresa promitente compradora. Nem mesmo eu tomei conhecimento da mesma.

(…). Vocês ganharam a eleição e eu fiz contato com vocês e somente quando a Empresa agendou a reunião com o Tião Biazzo é que ficamos sabendo do nome da mesma. Portanto, junto com vocês.

Penso que assim, apesar da extensão do escrito, fica bem claro a posição de todos. Ou seja, na minha responsabilidade profissional ficaram o Flavio Perina, Adilson Sanches, J.A. Orsini e Lucas Massaro Simões (meu filho). Porém, quem mais trabalhou nesse período todo fui eu, o Lucas Massaro Simões e o Flavio Perina. Esse, o Flavio Perina não atuou em momento algum como politico ou funcionário da Prefeitura Municipal e sim como auxiliar burocrático do meu escritório. (…)

Na responsabilidade da Imobiliária de Atibaia/SP ficaram o Ana Paula Franco Gerlinisco e o Matheus. Assim, a parceria imobiliária contou com o trabalho profissional de 04 Imobiliárias, a minha Imobiliária Simões, a Imobiliária de Atibaia, a Imobiliária do Orsini e a Imobiliária da Capital, cada um responsável por sua Equipe.

Na questão da compra e venda, tudo foi negociado entre a minha imobiliária e a imobiliária da Capital, desde a contraproposta de venda até o fechamento, com a presença das assessorias de cada uma. A imobiliária de Atibaia não participou das negociações que se seguiu entre a Imobiliária Simões e a Imobiliária da Capital, ficando responsável apenas pela baixa do registro no INCRA, processo esse que se inicia desse momento em diante. Tudo mesmo!!! Até na questão politica do município tomei a frente para não ter dissabores (…).

(…). O resto é de seu conhecimento.

Dessa forma foi que se apresentou a negociação em meu escritório e dessa forma eu dei andamento na mesma, feliz por não haver compromissos políticos e nem dinheiro publico envolvido na negociação. Feliz por tratar-se de uma negociação normal, entre parceiros imobiliários e particulares interessados.

(…)
(…)

Abraço amigo.

Aguaí, 22 de fevereiro de 2013.”

Continuo eu com a aquiescência e concordância (inclusive quanto ao conteúdo) do Manoel:

Logo nas primeiras semanas do novo Governo, Manoel me procurou e disse que tinha uma boa notícia. A notícia era de que havia a possibilidade de vinda de uma grande empresa para Aguai decorrente de uma negociação entre particulares que ocorria agenciada por sua Imobiliária e que para que isso tivesse prosseguimento eram necessários alguns compromissos do novo governo, como os de tentar aprovar uma lei na Câmara Municipal e demonstrar para a empresa, quando necessário, uma boa acolhida estrutural e logística. Disse a ele de imediato que não tinha dúvida de que todas as atitudes necessárias seriam tomadas pelo novo governo para que isso ocorresse, mas que falaria de imediato com o Prefeito Sebastião Biazzo e lhe retornaria.

No dia seguinte falei com o Prefeito e ele de pronto me disse para retornar ao Manoel e dizer que o compromisso estava firmado. Assim o fiz.

Dias depois também fui procurado por um dos proprietários vendedores e novamente lhe passei o compromisso do Prefeito Sebastião Biazzo e inclusive lhe demonstrei que havia verificado qual a providência legal que a Prefeitura haveria de tomar.

Assim as negociações privadas seguiram e no final da semana passada houve contato da empresa, via telefone com a Prefeitura, quando foram prontamente atendidos pelo Secretário de Gabinete Marcos Rodrigues da Silva e pelo Diretor de Desenvolvimento Econômico José Eduardo de Paula Alonso, quando se soube de que empresa se cuidava. Nesse primeiro momento ficou agendado uma reunião em Aguai para a quinta feira pela manhã, mas em seguida o Prefeito me solicitou que tentasse adiantar a reunião para quarta feira em São Paulo. Assim fiz, com a concordância dos representantes da empresa.

Na reunião compareceram os representantes da empresa, o Prefeito Sebastião Biazzo, o Diretor de Desenvolvimento Econômico José Eduardo de Paula Alonso e eu. Durante a reunião o Prefeito Sebastião Biazzo relatou que havia um enorme interesse do Município na concretização do negócio e que se comprometia a tomar todas as providências necessárias para que ele se concretizasse e os representantes da empresa disseram que diante desse quadro de apresentação mútua dos atores deveriam em breve, como fizeram hoje, anunciar a realização do negócio e a pretensão da construção de uma unidade fabril.

Ainda nessa próxima semana o Prefeito Sebastião Biazzo deve remeter a Câmara o Projeto de Lei que mas um passo para a concretização da conquista da Cidade (não de quaisquer políticos).

Em resumo o que se teve, segundo minha impressão e do Manoel foi somente que: (i) a boa nova ocorrida foi decorrência de negociações privadas, encabeçadas em Aguai pelo amigo Manoel Marcos Rodrigues da Silva Ferreira Simões (que teve auxílio em seu trabalho de Flavio Perina) e não são decorrentes de qualquer política pública Municipal; (ii) que o Prefeito Gutemberg quando solicitado deu as informações burocráticas que lhe foram solicitadas; (iii) que o Prefeito Sebastião Biazzo assumiu os compromissos que lhe foram requeridos pelos vendedores quando solicitado, bem como assumiu os compromissos perante a empresa, quando solicitado, inclusive o compromisso de facilitação logística e estrutural e de remessa de lei específica para a Câmara dos Vereadores; (iv) outras conversas e tentativas de apossamento de créditos são somente conversas sem fundamento.

Na reunião ocorrida em São Paulo o Prefeito Sebastião Biazzo externou a intenção do Município de se associar a empresa para conjuntamente proporcionar treinamentos e cursos técnicos para que as vagas de empregos criadas sejam ocupadas por Aguaianos, o que, num primeiro momento, foi visto com bons olhos pelos representantes da empresa. José Ricardo Biazzo Simon e  Manoel Marcos Ferreira Simões

 Já o jornal O IMPARCIAL também registrou matérias a respeito.

Confira:

Multinacional compra terreno e coloca Aguaí na rota do progresso

Unilever adquire 40 alqueires para construção de parque fabril

A multinacional UNILEVER começará, em breve, a construção de uma nova fábrica no município. As negociações que começaram em julho de 2012 foram bastante complexas e enfrentou forte concorrência de outras cidades, porém, finalmente Aguai recebe esta excelente noticia.

Pelo que o Jornal O Imparcial pode apurar, a empresa conta, atualmente com 12 fabricas no Brasil, tendo em média 1000 funcionarios em cada unidade, ou seja, a perspectiva é de que será, no mínimo, o mesmo número no municpio.

“As expectativas são muito boas, a empresa queria adquirir 20 alqueires, porém, quando apresentamos este terreno com o dobro do tamanho (quase um milhão de metros quadrados),  gostaram e resolveram comprar a área. Se a criação de empregos for na mesma proporção, podemos vislumbrar um futuro de muita prosperidade para Aguaí”, disse Manoel Simões, da Imobiliaria Simões, que intermediou o maior negocio já fechado em nossa cidade.

“Foi muito bom poder ajudar na realização desta compra pela UNILEVER. Foram momentos tensos em que  quase perdemos para outras localidades, porém, as características de Aguaí, foram fundamentais para que ficassem por aqui. Nossa proximidade com o Sul de Minas, nossa topografia plana, enfim, tudo colaborou para ficarem em nossa cidade”, informou Flávio Perina, que atuou como parceiro de Simões, no empreendimento.

“O negocio só foi possível porque sempre foi na base da parceria. Desde o inicio tivemos o apoio da Prefeitura Municipal que e, mais recentemente, da Câmara de Vereadores, na aprovação das Leis necessárias para que tudo fosse possível. Quero agradecer Sr; Adilson (sobrenome), da Guapurá, que nos trouxe os corretores; ao prefeito Sebastião Biazzo e ao José Ricardo Biazzo, que  abraçaram a causa e providenciaram tudo o que foi necessário para a finalização do negocio. Porém, não podemos deixar de agradecer, também, ao ex-prefeito Dr. Gutemberg, ao Dairo Meucci e ao Nilton Melo, que foram fundamentais para apressar documentos importantes no inicio das negociações. Além disso, não podemos esquecer que tivemos outro parceiro importantíssimo, que foi a Colliers Internacional, consultora de imoveis, que nos apresentou os compradores”, finalizou Simões.

 

 

 

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